17/10/2008

Conheçam o livro do amigo Fábio Reis.


09/10/2008

ILHA DA TRINDADE- JANEIRO DE 2003



Confira neste blog o diário de bordo.

Depois de muito tempo sem novidades e sem velejar de Sniper, fizemos logo os 2!




NADA SE COMPARA A UMA PLANADA DE SNIPE NUM DIA DE TOCO E REGATINHA FACA NOS DENTES, NA FOTO DESTE DIA, ESTÃO MANCHINHA( RODRIGO SETPHAN )E JULAI( JULIO CESAR)

04/09/2008

Túnel do Tempo; os" homens de ferro" também são Yacht-Men!, por Urubu-Bra100!!


Triatlo Exercito 19861º willian Brown (Vela)2º Marcos Pechinho, não da vela mas tem nome de peixe que é do mar!!!3ºCarangueijinho (Remo)4º Fernando Urubu (vela)5º Fabio de Biase (Remo)A galera mandava bem!!!!Abrs,Urubu.

02/09/2008

E ele (Shakleton) e seus homens ainda atravessaram o Drake neste barquinho!




Estes foram os selecionados para a viagem "Imperial Trans-Artic expedition-Endurance.
Todos são fodas mas os fodaços são oes em azul.
"Frank Worsley-Captain
Frank Wild Second-in-Command
Lionel Greenstreet-First Officer
Tom Crean-Second Officer
Alfred Cheetham-Third Officer
Frank Hurley-Photographer
Robert Clark-Biologist
Leonard Hussey-Meteorologist
Reginald James-Physicist
James Wordie-Geologist
James McIlroy-Surgeon
Huberht Hudson-Navigator
Thomas Orde-LeesSki Expert and Storekeeper
Henry McNeish-Carpenter
John Vincent-Boatswain
Alfred Kerr-Engineer
Walter How-Seaman
Timothy McCarthy-Seaman"[He] is the most irrepressable [sic] optimist I've ever met," Worsley

Todos comandados pelo que eles mesmo chamavam de "Boss", Sir Ernst Shackleton.E expedição partiu em 1914, com uma tripulação de 28 homens , verdadeiros Yacht-Men , a bordo do Endurance, um barco movido a vela e a vapor( com 3 caldeiras) de 350 toneladas, construído na Noruega, capaz se viajar a 9 - 10 knots, ou seja um excelente barco.
Em 18 de janeiro de 1915, definitivamente, ficam presos no gelo, a agonia dura até outubro do mesmo ano, para passar o tempo os homens cantavam , cuidavam do barco, jogavam futebol , escreviam , reuniam-se no Ritz o salão do Endurance, treinavam os cães e organizavam corridas de trenó, liam , organizavam jogos de baralho.
Em outubro o gelo começa a esmagar o barco os mastros desabam, e atripulação salva o que pode, e em 21 de novembro de 1915 ele afunda definitivamente, completamente esmagado pelas placas de gelo, mas não levando consigo a esperança e a confiança depositada no "chefe" .



Os exploradores ficaram a deriva, nas banquisas de gelo, o frio chega a 26 graus negativos, o inverno vem com uma noite sem fim que dura 6 meses sem luz alguma.



Finalmente o gelo começa a se derreter, partem em busca de salvação, aportam na ilha elephante a bordo dos 3 barcos de resgate do Endurance, depois de passarem todas as adversidades possíveis na travessia das banquisas rumo ao continente.



Em abril de 1916 desembarcam na ilha Elephant, depois de navegaraem por 1.000 milhas a deriva nas banquisas , e depois uma semana, com os botes salva-vidas.



As coisas estavam difíceis, precisavam de ter confiança, pois um resgate ou uma expedição pareceia agora impossível.
Shackleton , "the Boss", resolve partir em busca de ajuda, e com mais 5 homens se lança ao mar em um barco aberto de 22 pés o James Caird, uma espécie de baleeira/escaler, num mar gelado e com ondas gigantes e ventos fortíssimos, o pior do planeta o DRAKE, para navegar 800 milhas até chegarem as ilhas Georgia do Sul, graças a perícia do capitão Frank Worsley, que se guiou usando o sol como bússola.
Depois de 17 dias no mar, desembarcam em um glaciar a 17 milhas de uma estação baleeira, ainda tiveram que atravessar geleiras e montanhas de mais de 2.000 metros de altura para encontrar os caçadores Noruegueses, lá chegando a primeira coisa que Shackleton pergunta é se a guerra já havia acabado.A resposta foi:- não, a europa enloqueceu o mundo enlouqueceu!
Recompuseram-se com poucas horas de sono, recuperam as forças e imediatamente inciam o planejamento da próxima expedição:O resgate da tripulação do Endurance, seus companheiros.
Em agosto de 1916, depois de 3 tentativas frustradas , o pequeno barco Chileno "Yelcho", chega com êxito aos náufragos e os resgata.
Depois de 22 meses, passando por todo tipo de provações, todos os 28 homens retornam para o lar , como protagonistas da maior epopéia da história da navegação, além de ser na minha opinião o maior case de liderança da história mundial em todos os tempos.
As viagens/expedições de Shakleton.
Em 1901-1902- Discovery expedition
Nimrod Expedition -1907-1909
Imperial trans artic- 1914-1916
Em 1921 , Shackelton parte para sua quarta e última expedição, ( Shackleton-Rowett expedition), ao chegar no Rio de Janeiro, o "chefe " sofre um ataque cardícaco , mas se recusa a retornar a Inglaterra e segue sua jornada, 2 meses depois Shackleton tem o derradeiro e fatal ataque e morre nas Ilhas Georgia do Sul, onde descansa até hoje.
Postado por Avelok às Quinta-feira, Junho

01/09/2008

Ainda sobre a incrível viagem de Shackleton













Meus Prezados nautas, o livro é sensacional, sem comentários, literatura obrigatória, um tempo investido em sua visão do mundo e das dificuldades que vc acha que tem.

Este livro é capaz de mudar sua percepção de mundo , da vida , dos reveses, e ver como a disciplina e os pequenos detalhes são fundamentais para um resultado grandioso

Agradeço ao Amigo Fernando Mendonça pelo empréstimo do livro e o recomendo como o melhor livro que já li a todos os meus amigos e amantes do mar , ou seja a todos os Yacht-men


Na foto , shakleton e seus homens em uma interpretação de Eduardo Avelar, a quem contei a história e que também virou fan .
Depois do Joshua Slocum este será o próximo ídolo, sem dúvida alguma.

30/08/2008

Os Chineses participaram da Louis Voiton, segura malandro!! os caras com a grana que tem daquia pouco montam um time Chinês igual ao Suíço/Alingui.

1 Milionário( codinome: bê- tah - léli) chinês e 17 estrangeiros, de preferência Neo Zelandeses, Australianos e Americanos, e quem sabe um Brasuca no comando.

WhaWou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Fotos de Frank Hurley, da incrível expedição de Shackleton ( Imperial Trans Artic 1914 -1916)













A história desta aventura já tem um resumo aqui no Blog, mas vale a pena falar mais , é muito bacana o fato e o feito.
Os livros que narram a aventura foram escritos com base nos diários de bordo, e em entrevistas com os próprios tripulantes, haja vista a primeira publicação ter sido na década de 5o , cerca de 30 anos após a viagem.
As Lentes de Frank Hurley, são as testemunhas da epopéia.
Através de um sensacional acervo de filmes e fotos nos leva de volta a viagem, com uma nitidez incrível .
A forma de vc voltar no tempo é simles, leia o livro e durante as pausas pésquise imagens na web , somente assim vc terá uma noção exata e podrá vivenciar o fato.
Abaixo alguns momentos captados por Hurley, que além de fotógrafo teve participação marcante como um homem de garra e fibra xpedição.

Thomas Cavendish, o mau que se deu mal.

Thomas Cavendish , em 1592 arrasou com a Vila de Santos, saqueou o que pode, e veio para Vitória a fim de repetir o feito em nossas terras.
Cavendish, encalhou com um de seus 3 barcos na altura da Ilha do Boi, eleimindao o fator supresa , assim a população teve tempo de se prepara contra o ataque eminente, e com a ajuda dos Indios, se posicionaram no local onde é hoje o forte do Saldanha, e mesmo antes dos piratas desembarcarem , uma rajada de flexas dizimou metade dos homens da Jolly Roger.
Dos que restaram , muitos estavam gravemente feridos, e não tiveram outra alternativa senão recuar.
Cavendish, em face a humilhação da derrota diante de oponentes tão "insignificantes", estes ilhéus da Vila de Vitória, comete o suicídio.

25/08/2008

Durante muitos anos a ilha de Vitória foi alvo de piratas, Holandeses, Ingleses, vamos aos fatos e as lendas!..


Piet Heyn (Piet Pietersz Heyn), "tratava-se de um dos mais notáveis almirantes holandeses. Nasceu em Delfshaven, a 15 de novembro de 1577. Entrou no serviço da Companhia das Índias Ocidentais, em 1623, como vice-almirante. Em 1628, tomou a famosa Armada Espanhola de Prata, perto da baía de Matanza, e chegou à mesma baía. A Armada seguia, do México, para a Espanha. O feito perdura numa canção popular holandesa. Morreu, na batalha naval de Dungeness, a 18 de junho de 1629, em combate à Inglaterra. Contava 52 anos de idade".
Maria Ortiz era uma prostituta, dona de um bordel, na Vila de Vitória, e seu ato de heroísmo foi ter iniciado a resistência, à um ataque neerlandês surpresa na vila, no ano de 1625. Da janela do sobrado onde morava começou a jogar sobre os invasores, inclusive no próprio almirante Piet Pieterszoon Hein, água fervente, pedras, paus, brasas, dejetos etc.
O seu ato foi imitado por outros moradores, o que, retardando os inimigos, deu condições para que o contra-ataque fosse organizado pelas tropas armadas de combate portuguesas, além de ter capturado uma peça da artilharia neerlandesa, o que fez os neerlandese ficarem consideravelmente debilitados, acanado por ser rechaçados

21/08/2008

Para aumentar a sua vontade de velejar!!!- número 2.








O clásscio passeio até o museu ferroviário.




3-


1-Lucas e Alimão ao leme , mareadaço( peça rara!!)

2-Renato e Fernando Mendonça(o proeiro de snipe nos anos 80)

3-Lucas Mendonça no leme , amarradão, Renato e Dudu.
O mar estava grande a vera, na entrada do canal tinha onde de 2,5 metros , e quebrando, a garotada ficou agitada.
O vento entrou com força e na volta, ao sairmos do canal, içamos os panos , velejamos com a genoa 3 e o barco adernando bastante.
Este passeio, que faz o percurso da legendária regata Volta da Taputera, é o meu preferido, o ideal é um dia de sul ou leste, que vamos na vela o tempo todo.
Mais um ex velejador resgatado !! O Fernando certamente voltou a ativa depois desta, vai tripular conosco, eespero que seu filho o Lucas tenha pegado o gostinho para ir em frente, se depender de incentivo, o nosso Laser ( judiado mas inteiro) Poncadilly está a disposição do Pai e do Filho.
Dudu, com 4 anos , já é um veterano, fez esta rota umas 10 vezes, vamos incetivá-lo a gostar do mar, e quem sabe , daqui a alguns anos partimos para a tão sonhada volta ao mundo!

29/07/2008

O cruzeiro Costa Leste Pado, chega em nossa marina no ICES, um espetáculo de raríssima beleza, 47 barcos e 186 almas nautas em perfeita harmonia!


Acessem o site da associação Brasileiro de Velejadores de Cruzeiro e vejam toda a programação do evento. WWW.ABVC.COM.BR

Amanhã vou lá com filmadora e máquina fotográfica em punho documentar tudo, depois coloca aqui pra gente ficar com vontade de largar tudo e ir embora com eles!!!

Na foto acima, o figuraço Janjão, o Comodoro do Cruzeiro.

Matias Capizzano um fotógrafo top de linha! veja as fotos que ele fez dos ferinhas dos optimists em um dia de vento de 28 nós e 4 metros de ondas .
















Saiba tudo sobre o trabalho deste mestre Argentino em : www.capizzano.com

Esta foto é digna do "Skill" da Rolex, só de olhar dá para ouvir a cantata de 1937: "carmina burana", e seu ritmo alucinantemente crescente.


Tristes momentos do naufrágio de um veleiro, ele partiu e afundou devido a falhas estruturais.











28/07/2008

segunda parte do diário de bordo trindade 2003


A base do P.O.I.T( posto oceânico da ilha da trindade) possui ótima infra-estrutura, e tem o aspecto de uma pequena vila perdida no meio do Atlântico, o que é aliás sem sobra de dúvidas.
Logo na chegada, no ponto de desembarque da cabrita está aguardando os “chegantes” um pitoresco escafandro, como que um boneco em tamanho real, que porta um placa em uma das mãos com os dizeres:
-“Cheguei, sou voluntário!”
Caminhando alguns metros avistamos a academia “Sopapo”, mais uma centena de metros a horta “esperança”, e mais adiante uma arvore de natal cheia de poitas, poitas que vão dar nas praias da ilha , perdidas por barcos em sua maioria japoneses, que pescam ilegalmente em nossa costa e em águas internacionais, e que viram , com o bom humor irreverente dos ilhéus, uma árvore de Natal temática.
Depois de desembarcarmos , saímos para fazer uma caminhada na Ilha, acompanhados pelo sub-comandante da base, saímos no sentido sul, passamos pela praia das Tartarugas, pela praia da Parede de vulcão, e fomos até o túnel do “bauducão”, passando pelas piscinas naturais, onde tomamos um delicioso banho de mar.
Em trindade as tartarugas tem um tamanho de uma mesa de 6 lugares, e se encontram os rastros delas por toda a praia.O tamanho de suas pegadas, ou melhor “rastros” e o também de seus ninhos é de dar medo, parece coisa de dinossauro.
Quando estávamos a bordo do veleiro , rumando da enseada dos príncipes rumo a enseada dos portugueses, vimos algumas delas nadando embaixo do barco, indescritível.
Uma pena elas só chegarem a praia durante a noite, mas como falei anteriormente, com uma dose de sorte avistamos algumas.
No caminho de volta a Vitória , vimos também um cardume de golfinhos, que nos presenteou e nos acompanhou por boa parte do dia .
O contato com a natureza nos deixa Zen, veja só que interessante:
Ver o sol nascer , o sol se por , ver a lua minguando , ver o mar infinito, sentir o vento lhe envolvendo, tudo isto não tem preço.
A gente entra numa sintonia, saca o movimento do mundo, sente a presença da terra no universo.
A técnica é simples:
- de manhã, vc vê o sol despontar a leste, lá pelas 5 e meia da manhã, bem na proa( na ida), só mar ao través e popa, céu e mar.
Rumamos em sentido do sol, indo literalmente atrás dele. Ele sobe e vc avança, corre por sobre você o dia todo e... de repente ele se põe na sua popa, bem a oeste.Realizando com num moto contínuo, seu movimento eterno , preciso e singular.
Depois vem a noite ( dia 18 a largada foi dada em lua cheia), no primeiro dia ela apareceu as 7 , 7 e meia da noite, e dia após dia acompanhamos sua evolução.
Ao cair da noite o céu fica escuro como breu, não dá para ver absolutamente nada, tudo é preto, neste momento você fica em companhia das estrelas, no primeiro dia um pouco timidas, mas a medida que nos enfiávamos mar a dentro , longe das cidades e seus clarões, isolados no meio ocenao o céu rapidamente se transforma.
Ficávamos aguardando a chegada da lua, como um espetáculo com hora e lugar marcado.
A cada dia a bela dama vai diminuindo o tamanho de seu rosto e atrasa para o encontro em exatos 40 minutos.
No final dos 13 dias de viagem , ela desapareceu, não veio ao encontro, iluminar o nosso caminho, dar luz as trevas da noite oceânica, todavia , mesmo assim mandou um pouco de sua claridade por trás do horizonte, nos deixou a vontade para flertarmos com as estrelas.
A cada dia acompanhei o nascer do sol, o pôr do sol, o cair da noite , a nascer da lua, as estrelas e constelações que já reconheço com facilidade, enfim acompanhei o mundo girar, simples não?!

O RETORNO.

Ficamos na ilha da madrugada de domingo até as 2;45 da madrugada de segunda feira, quando partimos deste ponto longínquo, fantasmagórico e maravilhoso.
Zarpamos da enseada do príncipe deixando para trás a âncora danfort de 20 kilos que havíamos lançado no meio da tarde, deixamos uma poita presa a ela, quem sabe no ano seguinte ainda nos aguardaria??
A F.D.P da âncora agarrou no fundo de areia e pedras , tentamos todas as manobras possíveis com o potente motor do Starcut, mas só seria possível retira-la mergulhando, e de noite, numa escuridão intensa, com o mar cheio de tubarões , e uma correnteza enorme, quem se habilita??, ta louco!!! deixa para lá, marcamos o ponto dela no gps e fomos embora.
Já em Vitória fomos surpreendidos pela tripulação do “ Mar sem fim” que havia resgatado a nossa âncora e nos entregado em mãos , em casa. Coisas de Thomas Lipton.
Cruzamos a proa do Tridente com um vento fresco de cerca de 15 nós, e dada a largada o cronômetro dispara em um regata contra o relógio.
Uma semana e um dia depois da largada , exatas 2;45 da manhã.
Velejamos todo o tempo com ventos pelo través, o que fez com que a regata adquirisse um aspecto mais esportivo e menos aventureiro/sôfrego, que na ida quase um teste de resistência física..
Com ventos favoráveis o barco surfou as ondas do atlântico cruzando no paralelo 20 as longitudes de 40 a 31 graus, numa velog de 6 a 9 nós.
Ondas grandes, bons ventos, o que mais poderíamos querer para vejelar?
Durante a tarde do segundo dia do retorno,ficamos encalmados, sem vento nenhum , durante pelo menos umas 3 intermináveis horas, é TERRÍVEL, super SACAL! O barco joga de um lado a outro, sacode a vera mas não sai do lugar.
Ao cair da tarde , com a queda da temperatura entrou uma brisa e o rajadão starcut voltou a singrar bonito.
Velejamos noite e dia, dia e noite, sempre com um timoneiro tirando o máximo em parceria com um trimer, que seguia regulando as velas, regata 24 horas por dia, á vera.
O tempo todo um tira e põe de velas que não se tem idéia, trabalho mesmo.Tira genoa, coloca balão, tira balão coloca genoa, quebra adriça sobe no mastro( c/ barco andando a mil ...).
O Arturo subiu no mastro 4 vezes para acertar a adriça, com um vento de 20 nós e ondas de 3 metros da altura.
Alías nas empopadas, nos ventos favoráveis, foi quebrando um monte de coisa do barco, toda hora uma besteira , primeiro a adriça, depois o garlindéu do pau de spy , depois o sistema de fixação dos moitões do traveller, depois o preventer, em seguida uma escota puída, a assim foi indo e a gente vendo o lindo e luxuoso benetau se transformando num verdadeiro laboratório de aparatos técnicos( gambiarras).
Apesar dos pequenos percalços o percurso de volta foi uma delícia, deu para curtir cada segundo no barco, timonear, surfar aquelas ondas, sentir a natureza, sentir o organismo, o próprio corpo se regenerando , se tonificando, a plena saúde do corpo e da alma.
No último dia de viagem , a noite começou com um ventão do caramba, balão em cima, e o barco se demonstrou excelente em...:- cavalos de pau, atravessava com uma facilidade incível, tinha que ficar vivo no leme senão era, plá-pla-plá, a vela chicoteando a mil até retomarmos o rumo novamente.
Céu estrelado, o barco deslizando, zunindo, todos dando o máximo de si , empenhados, fazendo cáculos de tempo para ver saber de nossas possibilidades com nossos concorrentes( curumi e shaltz).
Precisávamos chegar até as 9 da manhã para ganharmos as 12 horas que perdemos na ida e faturarmos a regata, recuperávamos hora por hora , dia por dia, o andamento estava excelente.
Tudo indo muito bem, a média, o rumo certinho e vento a vontade.
Cansado fui dormir as 2 e meia da manhã, ao término do meu quarto, ansioso por acordar e acompanhar a aproximação da terra.
Acordei com aquele sacode, pá ... pou... cleeeeeeeks.. pá.. calmaria total, boiávamos no meio do mar, que estava super mexido. Que merda!
A nossa previsão de chegada passara de 9 da manhã para as 13 horas, e a nossa colocação já era, mas mesmo assim fomos em frente com o astral de campeões pois cientes estávamos de todo esforço que fizemos em prol da performance.

Momentos finais.

9;45, entra um brisa de 4 nós e começamos a nos deslocar devagarzinho.

Como não tinha há muito o que ser fazer, a não se esperar, preparei a última refeição disponível a bordo, interessante pois acertamos a conta do rancho na mosca, ao abrir a lata de feijoada e prepara-la com alguns ingredientes extras como alho, cebola, bacon etc., tal como um arroz , terminava ali o nosso estoque de comidas.

Apriveitamos para tomar nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn banhos de água doce, no banheiro e tudo, e depois todos colocamos nossas roupas de gala limpinhas , prontos e ansiosos para chegarmos ao porto.

Já avistávamos o mestre álvaro desde o começo da manhã, que aos poucos com o vento entrando e entrando , foi se aproximando rapidamente, e no comecinho da tarde entramos empopados de balão na rota da praia de camburi, onde já nos esperava Alexandre Negão em seu “melhora”, apontamos para o clube ansiosos para chegar, e nos metros finais ainda rompemos o pau de spy ao meio.

Continua, mas é finalnzinho.

17/07/2008

Canal Stormão. Por Fabinho Costa Brasileiro, nosso grande amigo e colaborador.

Para ver onde o vento faz a curva, o lugar onde se separam os homens dos meninos, onde a porca torçe o rabo, onde o céu e mar se fundem , cliquem neste link e boa viagem:http://avelok1.blogspot.com/


Tunel do tempo.

1996, avelok e Dentas a bordo do Gato Xadrez. 1986- marina do ICES em dia de regata, a impressão que temos é que tinham mais barcos que hoje.


Marilson e avelok, rumo a nova viçosa 1993.


Gato Xadrez em dia de gala, 1995



Regata em 1996, a bordo do Gato X, Serjão confere o Trim.



O saudoso Swan 40, o FUGA, em 1996.





O primeiro passeio a Santa Cruz, o Rajada do Aloisio Cabo Velho em 1992.






Me ajudem a identificar as duas abaixo, ganhei estas fotos do Morris e não peguei as legendas, quem sabe Guará ou Cesar Abaurre saibam?

















Harry Manko, sempre com filmes sensacionais e gozadíssimos!

Um vídeo de compilações da Volvo Ocean Race, a volta ao mundo.

Os nós mais usados no mundo náutico, uma vídeo aula, aprenda para não chamar cabo de corda!