19/08/2012

Vito Dumas y los Cuarenta Bramadores

Vito Dumas:

Argentino nascido em 1900 e falecido em 1965 em consequência de um derrame cerebral, Dumas  em sua juventude foi um exímio nadador , especializado em  probas de longas distâncias, tal qual Sir Robin Knox Jonshton que foi além de um grande nadador também um corredor de fundo, Vito também fora Boxeador, e como  magnânimo Sir Chichester também foi um aviador, um parêntese para Sir Chichester: este homem  deu a volta ao mundo  solo aos 65 anos, já diagnisticado como portador de cancer terminal em 1967 , com apenas 1 escala, e é tido como um grande herói em seu país e no mundo da vela.
Vito Dumas por volta de 1923  ,por 5 vezes tentou fazer a travessia da foz do Prata a nado e fracassou as 5,  em 1931 tenta atravessar o canal da Mancha, sem sucesso novamente.
Lá na Mancha foi onde teve o primeiro contato com os veleiros , no litoral Francês em Calais, esporte pelo qual ele se apaixona imediatamente .
 Ali mesmo  Dumas compraria seu primeiro barco, o Titave II , barco regateiro, veloz, campeão da classe Internacional de 1912.
Contrariando as superstições do mar, ( trocar o nome dá mau agouro)Dumas o rebatiza de Legh , que ao contrário do que diz no wikipédia não eram as inicias de sua amante, tampouco uma homenagem as embarcações escandinavas, mas orginário das iniciais das palavras: luta , integridade, hombridade e grandeza,  que em espanhol são:  Lucha, Entereza, Hombría, Grandeza , o lema, o código de honra do cidadão nascido em Palermo.
O Lengh chega a Nova Zelândia


 Estes fracassos coletados sequencialmente por Vito Dumas  foram importantíssimos para sua realização pessoal, pois como dizia Churchill, o sábio dos sábios dos anos das décadas de 1920/30 e 40:
"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo."

Estes acontecimentos moveram este homem simples e determinado a sentir uma profunda necessidade interior de como fazer algo pela honra do esporte argentino, como se lê na carta ao amigo:

 "Bueno Aníbal: la razón de mi aventura es haber comprometido mi palabra en hacer algo de mérito para el deporte argentino.  Mis medios son reducidos y la vida que estoy pasando sólo yo se los sacrificios que me imponen. 


Trecho de uma carta ao seu amigo Aníbal,   escritas nas vésperas de sua primeira viagem , em 1931 de Arcachon na frança, a Buenos Aires, trazendo assim seu novo barco para casa.

 Ao chegar em Buenos Aires, Dumas  foi recebido com grande festa, pois essa travessia do Atlântico se constituiu na primeira aventura de vela em solitário da Europa para a América do Sul em todos os tempos.
http://www.navegantevitodumas.com.ar/

Inicia-se aí sua brilhante trajetória,  lançando sua nave ao mar novamente em 1942 na sua sensacional viagem dos" Cuarenta Bramadores": Uma volta ao mundo nas latitudes do mar gigante e congelante, passando pelos 3 cabos mais meridionais e mais terríveis do mundo:
- Boa esperança, Lewin e Horn, com apenas 3 escalas, Cape Town, Wellington e Valparaíso.
A chegada em Valparaíso, Vito está literalmente em frangalhos) fonte navegantevitodumas.com.ar

A circunavegação foi  feita no seu inseparável Yawl Legh II, que sequer tinha um  rádio ou um motor, em condições precárias e em plena segunda guerra mundial.  O  LEGH poderia ser torpedeado ou fuzilado por um navio ou submarino, despedaçado por um canhão, ou afundado por um avião.
Dumas dependia da água da chuva para saciar a sede,( a falta de água e o cansaço pela falta de horas de sono foram os maiores inimigos) , usando até mesmo jornal por baixo das roupas para não congelar, e principalemente utilizando-se de uma técnica que invetou para velejar e sobreviver em condições extremas naqueles mares dantescos: 
Navegando sempre de popa para o vento e num ângulo de 15 graus, correndo as tormentas e as ondas.

Durante uma tempestade no Pacífico , Vito sofreu um grave traumatismo craniano e teve alucinações,  precisou de toda a vontade de viver e consquente da verdadeira garra de um yachstman para se superar e  completar os ultimos 104 dias de viagem . Os terríveis dias finais,  justamente no trecho mais duro que enfrentou em toda epopéia, mas... ele triunfou, venceu a si mesmo, ele consegiu!
Vito estava imbuído de motivos nobres e idealistas , como afirmara :Voy,en esta época materialista,a realizar una empresa romântica,para ejemplo de la juventud“.
Agora imagina o leitor se naquela época o mundo era materialista hoje então... Jesus apaga a Lu!!
Estas duas fotos são cortesia do Atilio Bermudez, ele as fez no Museu Naval Argentino.


Devido a proibição e burocracia das autoridades argentinas naqueles terríveis dias da segunda guerra mundial, Vito que estava proibido de partir de Buenos Aires pelas autoridades, acaba por  zarpar de Montevidéo( uma ironia!), para  assim iniciar a legendária viagem  que durou 1 ano e exatos 36 dias, navegando num mar antes nunca enfrentado frente a frente por um veleiro, através das latitudes dos "Cuarenta Rugientes ":- as 21  mil milhas para se dar a volta ao mundo nos mares mais furiosos e gelados do planeta água, nas baixas latitudes.
                           Dumas é recebido como herói em Buenos Aires em 8 de agosto de 43.
                                     A chegada na capital portenha. (fonte navegantevitodumas.com.ar)

Uma piada reflete o espírito de Dumas:
AI partir, un amigo le preguntó cuánto dinero llevaba encima. Desconcertado, Dumas sacó su billetera y constató que solamente contenía un billete de 10 Pesos. "Y con eso piensas dar la vuelta al mundo?" le preguntó el amigo. Dumas replicó: "Y donde pretendes que gaste el dinero navegando?". El amigo no supo qué contestarle, pero le entregó diez libras esterlinas en billetes, "por las dudas..." 
http://www.navegantevitodumas.com.ar/



Do site Brasileiro  que por sinal é muito bem feito, um primor de informação, e tem ótimo material de pesquisa, o site maresnavegantes.com.br, pego "emprestado" a parte final desta matéria que narra o ultimo cruzeiro de Dumas conhecido como :


-O Cruzeiros dos Imprevistos
Em 1945-46,nova aventura de Vito Dumas,que quase custou-lhe a vida –viagem de Buenos Aires à Nova Iorque. Seus problemas começaram justamente em frente à Coney Island,muito perto do porto de Nova Iorque,quando uma calmaria e corrente forte contrária o impediram de entrar no rio Hudson. A situação ficou tão complicada,com o Legh II sendo tão arrastado de volta para alto mar e em seguida entrando fortes ventos contrários (Vito Dumas nunca instalou motor em seu barco),  que ele foi obrigado a rumar para os Açores,atravessando o Atlântico,pois lhe seria impossível aportar na costa americana. Mas nunca chegou lá tampouco,ao invés disso esteve ao largo da ilha da Madeira,e depois avistou as Canárias,e de modo incrível a situação anterior se repetiu em ambas as vezes –ventos contra ou calmaria total,com forte correnteza desviando o Legh II para outra direção…Desistiu das ilhas,e com a fome levando-o ao desespero e tornando-se praticamente um esqueleto vivo,rumou para a costa africana,mas não precisou arribar,pois um cargueiro passando próximo viu seus sinais de socorro,e atirando-lhe alimentos,salvou-lhe a vida. Finalmente,o Legh II ruma de volta para a América do Sul,voltando a atravessar o Atlântico,e chega ao Ceará,no Nordeste brasileiro,depois de 106 dias sem escalas no mar…De lá retorna à Argentina,mas ainda tem o infortúnio de encalhar na costa uruguaia. Esta viagem lhe rendeu muitas críticas,com conterrâneos o desqualificando como navegador. No entanto,foram mais de 17 mil milhas percorridas em 234 dias no total da viagem. Da experiência ele escreveu o livro “O cruzeiro do imprevisto“.
Foi em 1955 que Vito Dumas empreendeu sua última viagem,novamente para Nova Iorque,num veleiro ainda menor que o Legh II,oSirio,quando novamente enfrentou graves problemas. Foi obrigado a desistir da idéia de chegar nos Estados Unidos sem escalas,aportando nas Bermudas com problemas de saúde. Recuperado,completou o desafio chegando em Nova Iork em 25 de setembro de 1955,depois de cobrir 7 mil milhas marítimas em 117 dias.
Vito Dumas faleceu em 28 de março de 1965,vítima de derrame cerebral. Escreveu os livros “Mis Viajes“,“Solo,rumbo a la Cruz del Sur“,“Los cuarenta bramadores”e “El crucero de lo imprevisto“.
Infelizmente,Vito Dumas quase acabou esquecido pelos seus compatriotas durante sua vida. Seu barco,Legh II,que provavelmente realizou a maior façanha náutica do século XX com a volta ao mundo pioneira pelos “cuarenta bramadores”ficou abandonado e perdido (ao contrário do barco de Moitessier,o Joshua,que foi recuperado e navega até hoje patrocinado por um museu marítimo francês). Mas depois de sua morte,seu valor foi aos poucos sendo reconhecido por todos os cruzeiristas do mundo,e sua fama teve grande novo impulso quando Bernard Moitessier confessou ser fã de Dumas,e ainda ter adotado técnicas de navegação do argentino para conseguir navegar nas altas latitudes.

Existe uma polêmica em se discutir que foi o maior navegante no site argentino navegantevitodumas.com.ar:
Chichester ou Dumas?
No meu ponto de vista o leque é maior para se comparar: Scott, Amundsen, Shakleton, Slocum, Tabarly, Moitissier, RKJ, Slocum, James Cook?! me lembrei de um post interessante que fizemos há algum tempo, que  recorro a piada deste próprio pasquim para colocar nosso ponto de vista:

Qual seria a expedição perfeita, perguntou Mac'Enroy?

Naquela longínqua tarde de 1920,após um  dia de verão sufocante e também extasiante em face a série de  regatas disputadas em seus novíssimos one design boats, literalmente com a faca nos dentes, os três amigos  davam uma atenção ao barco e cuidavam da faina .
O tempo passava voando, entre um comentário e outro lavoro seguia em ritmo acelerado,  o grupo formado por Mac'Enroy, Stanley Clifford, e pelo italiano Máximo Tedesco, sagrara-se naquela manhã o grande vencedor de 3 das 5 retagas da copa "Tansmanian" e já preparavam o barco para as regatas da semana seguinte, a fim de defenderem o título.
Com o fim do trabalho ao cair da tarde seguiram para o Pub para tomar algumas cervejas e celebrar a performance nas regatas e a vida ( este segundo motivo,  o faziam semanalmente),  e durante o caminho, conversavam sobre os grandes feitos dos recém criados heróis , os grandes aventureiros e desbravadores de terras inóspitas, que nas duas primeiras décadas do século com suas fantásticas expedições elimiram todas as fronteiras do desconhecido.
Após algum tempo em silêncio, caminhando ofegantes enquanto subiam a  suave colina que terminava as portas do Pub "Almirante Benbow", Mac'Enroy profere aquela perguta que daria origme a frase mais famosa pelos 30 anos seguintes em toda a Tansmânia e talvez em toda Austrália.
-Meus caros amigos, quem de vocês poderia me dizer  qual seria a expedição ideal?
Prontamente Stanley com seu ar professoral  imposta a voz , buscando um dó de tenor lá no fundo da garganta e responde, antes pigarreando :
-( aham)Ora, ora, a expedição ideal... a expedição ideal  deveria  ter a técnica de Scott , somada  a velocidade de Amundsen, esta sim seria uma empreitada perfeita!
Caminhando dois passos atrás vinha o Italiano, sempre muito perspicaz e sacana, as vezes até mesmo sarcástico, não á toa se chamava Máximo.
 Meio que resmungando ele profere a famosa máxima (em italiano), tentando desta forma dar um ar ainda mais aristocrático as sua observação:
-La spedizione ideale avrebbe la tecnica  Scott e  la velocitá di Amundsen, ma dal santo Dio che ci protegge, se tutto va storto prego che il vostro capo è Shackleton.
A expedição ideal teria a técnica de Scott e a velocidade de Amundsen, mas por Deus, se tudo der errado reze para que Shackleton seja seu chefe.
Na foto tirada por Mr. Montgomery Jonhson com uma Roleiflex vemos Stanley Clifford em primeiro Plano, Máximo Tedesco de macacão e chapéu, e Mac'Enroy ao fundo, em manutenção do belíssimo one design "Sweepstake Marriot"



Sailmaker at work, Austrália 1933 .


Lars Grael e a campanha anti-doping.( do blog do Axel Grael)

Continuando o trabalho contra o doping, a UNESCO relembra esportistas de outras gerações que são exemplos de ética, de superação e do JOGO LIMPO.

Depois de nossa Embaixadora Campeã do Esporte, Jacqueline Silva, homenageamos nosso campeão Lars Grael, medalhista olímpico em Seul e Atlanta.

Saiba mais sobre a Convenção Internacional contra o Doping: http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001425/142594por.pdf

17/08/2012

Novo site da classe HPE

http://www.classehpe25.com.br/

Extra! Extra! Na página HPERJ: anunciamos mudança de endereço para a NOVÍSSIMA página HPE do BRASIL! 
E com novidades!!!!!

Regata 24 horas de Brasília, acompanhe em tempo real. Por Afonso Roveré Montezuma


Pessoal
 
               Convido a todos a acompanharem em tempo real a REGATA 24HS DE BRASÍLIA.        A regata 24 hs é uma tradição de 24 anos no LAGO PARANOÁ ela numa forma simples e de apuração “complexa” larga as 12:00 hs de sábado e tem seu termino as 12 : 00 hs de domingo durando exatamente 24 hs para todos os participantes.   Uma regata que chama a atenção à característica de hora de largada determinada “como todas as outras” e hora de termino “particularidade” única.
 
               Este ano trabalho a muito tempo desejado pelos seus organizadores se fará realidade, ocorrerá a plotagem de cada barco em regata mostrando seu tracking  no mapa (disponível no site abaixo) em tempo real“fantástico”, mas não é tudo!!!!         Cada barco terá a possibilidade de transmitir em tempo real imagens desde seu barco mostrando, manobras, comentários de sua velejada e ocorrências no percurso .  
 
                A regata 24 horas de Brasília é a muito um atrativo para uma ótima velejada já participaram dela, Lars Grael, Boris Ostergreem, João Sombra, Niels Rump, George Nehm (Dodão), Ricardo Lobato (Blu) e muitos outros Baianos, Cariocas, Catarinas, Gaúchos, Paulistas etc...  e os melhores velejadores de Brasília.             A raia do Lago Paranoá é muito difícil qualquer escolha mal feita o preço é alto fica o desafio de decifrar o lago e manter um bom andamento é um dos atrativos.
 
              Convido para acompanhar a regata pelo site:
 
 
Acompanhem também o Facebook do Veleiro Órion com a tripulação de Brasília mesclada com velejadores vindos de Niterói, formados no PROJETO GRAEL.
 
 
Coloquem seus computadores, smarthfones, tablets em ação.....
 
Enfim boa 24 hs a todos....
 
Bons Ventos
AVOB – Associação dos velejadores de Oceano de Brasília.
~~_/) ~~~_/) ~~~(\_~~

Afonso Roveré Montezuma
afonsormonte@hotmail.com

 
 



16/08/2012

XIX° Semana de Buenos Aires 2012



XIX° Semana de Buenos Aires 2012

Quedan menos de dos meses para el inicio del campeonato Semana de 
Buenos Aires y más de cuarenta regatistas ya han completado el 
 formulario de inscripción que está disponible en la
 página web del campeonato www.semanadebuenosaires.org.ar.

SBA 2012 se realizará los días 6, 7, 8, 13 y 14 de octubre en la sede
Dársena Norte del Yacht Club Argentino.
 El primer plazo para anotarse vence el miércoles 19 de septiembre a las 18 horas; 
las inscripciones que se reciban después de esa fecha se cobrarán con un recargo del 50%.

Este año clases participantes serán Optimist Timoneles, Optimist Principiantes, Cadet, 
29er, 49er, 470, 420, Laser Standard, Laser Radial, Laser 4.7, Europe, F-18, Snipe,
 Star, Soling, J/24, Grumete, OD 27 y Soto 33. Para la Clase Internacional 470, 
SBA será Campeonato Argentino.

Todas las novedades serán transmitidas a través de la web de Semana de Buenos Aires 
y también vía Facebook (Semana de Buenos Aires) y Twitter (@sba_yca). ¡No dejen de seguirnos! 

15/08/2012

Sonhei que estava perdido em uma floresta, eiiiiiiiiiita sonho bão!!!!


Vela capixaba, história revisitada.


Tunel do tempo, a história do iate clube do espírito santo, em fragmentos, breve todas as postagens sobre fotos e aspectos históricos em uma coluna exclusiva nesta revista.

1996, avelok e Dentas a bordo do Gato Xadrez.1986- marina do ICES em dia de regata, a impressão que temos é que tinham mais barcos que hoje.


Marilson e avelok, rumo a nova viçosa 1993.


Gato Xadrez em dia de gala, 1995



Regata em 1996, a bordo do Gato X, Serjão confere o Trim.



O saudoso Swan 40, o FUGA, em 1996.





O primeiro passeio a Santa Cruz, o Rajada do Aloisio Cabo Velho em 1992.






Me ajudem a identificar as duas abaixo, ganhei estas fotos do Morris e não peguei as legendas, quem sabe Guará ou Cesar Abaurre saibam?








Aracruz em 2000- em pé: sr?-Stephan-Bruno Menezes-Jacaré-André Felipe-Michel Weber-João Grandão e Bolinha
agachados- Pericles e Renato Avelar
Marina do ICES em 1986, o cara saradão com a mão na cintura é o Guará.O Typhoon 1960, ao fundo se vê Vila Velha, dava para ir em linha reta até lá.


13/08/2012

Dia dos pais. Hoje faz uma ano e dois meses que Papai deu o bordo, um saudade danada, para lembrar segue o post de 30 de junho de 2011.


Meu primeiro barco, matéria comemorativa as 30.000 visitas da revista da vela e uma saudosa lembrança de Papai que acabou de dar o bordo para cima.

Agora , a segunda geração da familia velejando, eu e meu filho dando uma planada .

Redação em 1978, por Avelok
O ano era de 1978, e eu acabava de voltar da aula no colégio Sacre-Couer, localizado no alto da Ponta Formosa, na Praia do Canto , onde todos os dias ia caminhando , ida e volta. A distância parecia maior que de fato era, talvez pela ansiedade mirim que meus 8 anos pré -adolescentes manifestavam , talvez pela ladeira que tinha que subir e descer, onde eu utilizava um atalho não convencional pelo meio do mato para cortar caminho, ou até mesmo pela vontade de chegar logo em casa e sair para andar de bicicleta, na época minha diversão predileta, ou de contar os dias para  o fim de semana quando eu ia velejar com meu amigo Laurentino Bicas no seu optimist Zebrinha, na função de "proeiro", para mim um mundo novo que se descortinava e me efeitiçava.
Avelok posando na frente da nave, foto do acervo de Sérgio Rabelo.

Naquele dia, ao chegar em casa papai estava me esperando, e eu não entendi bem porquê. O trabalho na Vale do Rio doce , onde Seu Wallace, engenheiro metalurgico, civil e de minas, formado na turma de 58 em ouro preto, era gerente da pelotização , exigia muito do tempo e responsabilidade, e além disto eu ainda tinha mais 3 irmãos para dividir a atenção do amado pai, e não entendi o porquê dele me esperar para almoçar tão cedo.
Equívoco mirim , não era para almoçar que ele me aguardava, haviam outros planos no ar .
sir wallace jovem

Sir Wallace( violão) e Maria Lucia no namoro em Ouro Preto, 1961



Papai me leva até a garagem dizendo que precisaríamos sair rapídamente e depois voltávamos para almoçar,  entramos no maverick GT branco e saímos para passear, sob o pretexto de irmos cortar cabelo( ele sempre me levava no salão Garcia na praça Costa Pereira,  no centro de Vitória, mas isto era aos sábados, e meus irmãos Alvaro e Léo também iam juntos,  assim , mais desconfiado eu ficava a cada esquina que passavamos , será que eu aprontei alguma e vou levar uma bronca? ficava me indagando.


O casal nos anos 80.

Pegamos a aveninda "Navegantes", o V8 do mavera em marcha lenta, borbulhando baixinho, ganha a avenida e fomos em direção ao iate clube, aí eu perguntei por que estávamos indo naquela direção, se o salão era no centro?
turma da vela em 1981, Alexandro, Frank Brown, Avelok, Dudu Zenóbio, Albert Bitran, Paulinho Tomassi e Renato Zanol, embeixo, Jesus Soares, Bruno Tommasi, Juliana Queiroga e Helvio Pichamone.

-Ah nós temos que dar uma passada no Iate para deixar o dinheiro da mensalidade da escolinha de vela com a tia Marina Zenóbio, ele disse num tom calmo enquanto dava um longo trago em seu "Minister", olhou para  mim , piscou e o olho direito meio que dizendo, confia em mim filho! E tocou direto para lá, sempre na marcha lenta e devagar , curtindo seu cigarro e as suas músicas no tocafitas TDK, para ele o carro era um prazer e a música uma paixão.
Chegando no clube ele me chama para descer e acompanhá-lo até a secretaria, e para lá fomos juntos.
O clube era muito deferente do que é hoje , e a garagem de vela ficava anexo a portaria e o mar logo "alí", depois foi tudo sendo aterrado e lanchas e mais lanchas chegando, naquela época a maioria eram os barcos a vela.
Fomos caminhando pelo pátio e eu aproveitando para mostrar para ele os barcos dos meus amigos, falando o nome da cada um dos barcos, quem era o dono, se era bom velejador ou não, e tagarelava solto encantado em estar acompanhado de meu pai no meu novo meio social, junto comigo, só comigo sem nenhum irmão para dividir a atenção.
De repente estranho e vejo um barco numa capa verde escura parado em frente a garagem e falo:
- Papai, este  barco deve ser novo aqui, não conheço nenhum barco que tem uma carretinha destas e uma capa, o pessoal coloca os barcos em cima de pneus, e capa nunca vi.
Ele responde:
- Vamos lá perto para ver melhor sô!( num mineirês atêntico).
E fomos nós. Ao pararmos em frente ao barco, ele começa a tirar a capa como que curisoso para ver o que tinha dentro, e eu digo:
-Pai , não mexe não, depois o dono pode não gostar , reclamar com a gente ,  achar ruim, sei lá...
Aí ele olha para mim abre um sorrisão, e com aquele vozeirão diz, este é o seu, se chama "Xande ", mandei o dinheiro para o seu tio Lilino  e ele comprou o barco no Iate Clube do Rio e mandou para cá de caminhão, você gostou da supresa? perguntou.


Este é o Capixa( 1728), ainda na ativa na escolinha do ices,eu magrelo e sem camisa, no barco preto, o Ferramenta Paulinho Tommasi, acervo Roberta Ruscui.

Naquele momento minha cabeça entrava em parafuso, um flash!, não conseguia acreditar que teria meu próprio barco, deixaria enfim de ser um proeiro do Zebrinha e seria comandante! ainda mais de um barco que veio do Rio de Janeiro!Eu seria o máximo perante meus amigos.
Dei um abração daqueles nele, e agradeci em êxtase, tagarelando sem parar!
Então começamos a tirar a capa do barco, e foi revelado um belíssimo e ultra bem tratado casco negro, com um interior envernizado com maestria , com flutuadores "Bruder" amarelos e transparentes, catraca "elvstrom" mastro de alumínio e uma vela vermelha "la Rochelle" que tinha o percurso olímpico como logo, e um cheiro... ah!! mas um cheiro de barco, de barco de madeira misturado com maresia, e velas e tudo mais, o mais fino dos perfumes da minha memória, que agora escrevendo isto o cheiro me veio a mente e eu fiz uma viagem no tempo vivendo de novo o momento.
Ranking 1983, assinado pelo Sir Wallace

Até hoje, toda vez que vejo um barco de madeira, chego bem perto para ver se tem aquele cheiro! para mim o cheiro da vela, do iatismo!
Naquele instante, junto com papai, não foram só as narinas que o cheiro invadiu, ele invadiu  a minha alma e desde este instante passei a me dedicar a este maravilhoso esporte, o iatismo , que na época tinha um mito recém criado pela morte prematura e pela carreira sensacional, Joerg Bruder( o mesmo do flutuador), um tri campeão mundial que morrera no auge de sua vida, com 36 anos indo participar de um campeonato mundial na frança, num acidente aéreo.
Eu e Guará, a camisa é do Gupo dos Shurmann em passagem por Vitória na sua primeira volta ao mundo , presente de Pierre, o primogênito.

Bruder habitou todos os meus sonhos infantis e juvenis, sonhos de glória e triunfo, de obstinação e garra , imaginava aquele barco para homens gigantes( o Finn) planando em uma regata com 100 barcos e ele na frente ostentando o numero 3, junto com o BL, o legendário BL3 e voando como um "fliyng duchtman"!
Papai e eu em 1983.

NO ultimo dia 15 de Junho, meu Pai foi dar um bordo no Céu, restando apenas agora as lembranças, o que me faz pensar no sentido da vida. A gente guarda da vida só lembranças, pois o que passou no minuto passado ja é lembrança, e o que passou a 10 ou 30 anos é também lembrança, aí tive a conclusão mais feliz da minha vida,: se tudo é lembrança,  e elas são atemporais, então que se viva a vida a cada momento, para montar o se repertório de lembranças que ficarão gravados em nossa memória para eternidade, e nesta vida o que fica é o seu legado a sua memória, e desta forma, meu pai foi o maior craque , pois como disse meu tio e padrinho João Henrique no Funeral,. a respeito da vida do Sir Wallace, citando Neruda: " posso dizer que vivi!"
Obrigado Pai, obrigado Deus! por tudo, e agora irei multiplicar os ensinamentos para meu filho!

12/08/2012

Esquiva, Yamaguchi ,Lawrence Lemieux, a medalha do espírito olimpico.


"Lawrence Lemieux: 
Prezados amigos nautas e amantes da vela de plantão, domingão dia dos pais, dia maravilhoso, fim de semana maravilhoso! E como o assunto massificado são os jogos, vamos então dar um bordo na pauta, e para entrarmos na seara, usamos obom e velho jargão:
"Business with everyone , sailing only with gentlemen."
Esta frase é de outro craque, Sir Thomas Lipton, mas em tempos olímpicos se aplica como uma luva a este Canadense cabra da peste.

Os jogos tem mudado muito, muita coisa por acontecer, a saída do Star e da Prancha a Vela, classes malucas participando, tudo por dinheiro, um jogo de interesses e tudo mais, bilhões envolvidos , e na minha opinião tem faltado por demais o que Lemieux mostroum em 1988 nos jogos de Seul, e o que e os irmãos Falcão( Esquiva e Yamaguchi) mostraram ao mundo nestes jogos pós milenium: Dedicação e amor ao esporte.
Cito os irmãos capixabas, pois são dignos de uma medalha de Coubertin, não pelos méritos e meios que o velejador do país anglo-francês aprontou há 25 anos atrás durante uma tempestade, mas pela tempestade em meio a qual foram criados, sem recursos, num país que não investe em educação e muito menos em esporte( investe para inglês ver, por que na vera nada!), e foram lá e faturaram duas medalhas.
Podem escrever hollywood ou algo que o valha já devem estar querendo comprar os direitos da história.
Até acho legal, por que apesar de toda a "máquina" que os oportunistas de plantão vão movimentar, há os bem intencionados e que podem fazer desta epopéia um belo filme daqueles que você sai do cinema com ganas de vencer , de se super, emocionado, forte, com um nó na garganta e com mil planos para conquistar seus objetivos, sejam eles quais forem, então chega de jeb jeb e vamos para o caso do velejador da classe Finn, que muitos já ouviram falar mas poucos conhecem, e sua incrível façanha e conheçam a medalha máxima dos jogos!
Sim ela existe!!
Olha ela aí!!


Desde 1896, milhares de medalhas de ouro, prata e bronze são distribuídas nos Jogos Olímpicos. Mas existe uma honraria mais que especial, que supera todas as medalhas,e que é impossível treinar para recebê-la.
 Até hoje, apenas 11 seres humanos a conquistaram. Não necessariamente por seu desempenho esportivo, embora isso também possa ter contribuído. Mas sim pela grandiosidade de seus atos. Por encarnarem o espírito que levou o barão Pierre de Coubertin a retomar a antiga tradição grega e dar origem ao maior evento esportivo do planeta.
O mar tava grosso!

O Canadense Lawrence Lemieux sonhou em navegar os mares do mundo desde sua tenra infância.
 Ainda jovem  Lemieux fez muitos sacrifícios a fim de economizar dinheiro suficiente para perseguir seu sonho de velejar nas  nas Olimpíadas. Ele trabalhava em três empregos e viveu em uma van durante anos e se virou como pode, tal qual os filhos do touro  moreno, mas no primeiro mundo, onde pelo menos a violência não é uma caso de calamidade pública.
 Finalmente, em 1988 todo seu trabalho duro e determinação valeram a pena.
Lemieux se classificou para os jogos, e em 24 de setembro, partiu com os seus concorrentes Olímpicos em Pusan, a 32 km da capital sul-coreana Seul para disputar  as regatas finais dos jogos, ele estava em segundo lugar nos jogos, a prata quase na mão, quase .quase.
 Mas o tempo virou de repente, os ventos aumentaram de 15 a 35 nós, e os barcos estavam sendo sacolejados no mar em fúria, igual a pipa em pé de vento, a coisa ficou preta!
Amplia que "vela " saber mais!!

Lemieux já estava na metade desta regata, nas cabeças mesmo, esta que era a quinta da série, pronto e " bonito" como se diz por aqui,  e ia levar para casa uma medalha olímpica. 
Mas, no horizonte, ele avistou um barco emborcado,  e haviam duas  cabeças flutuando acima das ondas, e percebeu que o bicho tava pegando.
A equipe do 470 masculino de Cingapura estava mesmo correndo risco, tinha perdido o controle do barco e estavam bastante feridos , um deles em estado mais grave e impossibilitado de retornar ao barco, o vento e as ondas os levavam para longe do barco, e o salseiro estava se armando, ia dar zebra!

  Lemieux tomou medidas dignas de um yacht-man, e  esquecendo a sua regata,  navegou para cima  dos marinheiros em perigo. Sozinho, ele arrastou os dois homens para dentro  de seu Finn e salvou suas vidas, os barcos de resgate nada conseguiram fazer naquele toco de vento.
Tal e qual fizeram os homens do ABN2 na VOR 2005/2006, onde voltaram para resgatar o man outboard, naquela fatídica regata, e junto com eles voltaram o Brasil 1 e o Piratas do Caribeem busca do homem, mas em vão, embora fosse incrivelmente encontrado a noite num mar de 4 mts e 25 nós de vento, o Hans estava já estava morto pela hipotermia, ele foi levado pelos seus companheiros do ABN2 dentro de um saco de velas para a terra, pois era a forma mais rápida, e ainda tiveram que resgatar 11 tripulantes do barco espanhol que afundara. O ANB chegou em portsmouth com uma multidão em silêncio absoluto os aguardando, em outra edição falamos mais deste episódio, voltemos a vaca  fria então.
Siew Shaw Her e Joseph Chan

Lemieux continuou a prova, mas a perda de tempo durante a operação de resgate o colocou fora da disputa. Ainda terminou em 22º dos 32 barcos no páreo.

 Embora Lemieux não tenha ganho ali a  medalha, Recebeu a Medalha Pierre de Coubertin das mãos de Juan Antonio Samaranch, com elogios de desportivismo, auto-sacrifício e coragem, personificando o ideal olímpico.

Ele ainda hoje, 25 anos depois é considerado um dos maiores nomes do esporte em seu país, e conhecido no mundo todo por sua atitude.

Para ver como é importante, agora que você já sabe que apenas 11 almas tiveram esta comenda, responda :

- Quantas medalhas são distribuídas em cada um dos jogos Olímípicos?

- Quem ficou com a medalha de prata na laser? e quem ganhou no Elliot?

Bom , dá pra ver o que é de fato mais importante na vida não é?!

Bons ventos , um beijo e um queijo a todos, fim de olimpíadas começo da semana!






Breve nas águas Capixabas, direto da Ilha da Fumaça para o mundo!

Belíssimo trabalho executado neste quarter tonner!

08/08/2012

Bronze no quinto pódio, coisa que só 3 caras fizeram até hoje , no one else.

Robert Sheidt e Bruno Prada:
É incrível como as vezes uma medalha olímpica é tratada como uma "segunda linha" pelos espectadores, se não for ouro é "uma edalhinha!" todos os atletas que estão lá, desde os líderes até os ultimos colocados s
ão verdadeiros heróis, se fossem empresários seriam os melhores do mundo, se fossem médicos idem, professores idem advogados idem, eles superaram tudo para chegar até lá! E chegaram !!! Minhas reverências aos craques da vela!





Os penta pódios: Ben Ainslie, Torben e Scheidt, o mago dos magos Elvstron só subiu lá 4 vezes.

05/08/2012

As ondas daquele mar eram surpreendentes e perigosas.


As ondas daquele mar eram surpreendentes e perigosas.

Trecho do poema de Eduarda Petri. link nesta postagem:

..."Agora, me encolhia na popa. O medo tomava conta dos meus nervos e eu via a morte certeira vindo ao meu encontro.

O céu era uma mescla de marrom e preto. As nuvens tingiam suas bordas com luzes claras e repentinas, e os barulhos do céu calavam os ruídos do mar.
As ondas agitavam-se e erguiam-se metros acima de mim, como se travassem uma batalha épica com as forças que regem o firmamento. Eu via cones desenhados no céu, e uma tromba d'água se formou ao leste...

O medo corroía minhas entranhas"...

Saiba quais são as classes da vela

Scheidt e Prada terminam regata em 7o e ficam com o bronze


Scheidt e Prada terminam regata em 7o e ficam com o bronze

domingo, 5 de agosto de 2012 10:22 BRT
 
[-Texto [+]
LONDRES, 5 Ago (Reuters) - O bicampeão olímpico Robert Scheidt e seu parceiro Bruno Prada ficaram com a medalha de bronze na classe Star da vela nos Jogos Olímpicos de Londres, ao terminarem a medal race decisiva deste domingo na 7a colocação entre os 10 barcos na raia de Weymouth.
Os brasileiros, tricampeões mundiais e medalhistas de prata em Pequim-2008, já tinham assegurado um lugar no pódio após as regatas de sexta-feira, mas tinham chance de brigar pelo ouro neste domingo.
Eles iniciaram a regata final da Olimpíada em 2o lugar na classificação, atrás dos britânicos atuais campeões olímpicos Iain Percy e Andrew Simpson, mas as duas duplas foram superadas pelos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que venceram a medal race e conquistaram a medalha de ouro.
Os barcos do Brasil e da Grã-Bretanha passaram a regata inteira marcando um ao outro, terminando em 7o e 8o, e permitiram aos suecos, que estavam em 3o na classificação geral, conseguir a vitória na prova que vale pontos em dobro.
A Suécia terminou com 32 pontos perdidos, ante 34 da Grã-Bretanha e 40 do Brasil.
Com o bronze conquistado em Londres, Scheidt se iguala ao também velejador Torben Grael como o maior medalhista olímpico brasileiro, ambos com cinco pódios.
Scheidt tem dois ouros e uma prata na classe Laser, além da prata na Star com Prada em Pequim-2008 e o bronze conquistado neste domingo. Torben tem dois ouros, uma prata e dois bronzes.
(Reportagem de Pedro Fonseca)

03/08/2012

Iate de luxo tem garagem para um McLaren



Filipe GarrettPara o TechTudo
O iate conceitual CXL é tão grande e exclusivo que foi projetado pelo estaleiro UltraLuxum antevendo a possibilidade de que seu proprietário tenha uma McLaren MP4-12C e que, eventualmente, deseje leva-la consigo para um passeio pelo mar. Caso o comprador não tenha o carro, não tem problema, o iate pode ser vendido com um modelo já embarcado. O CXL de 45 metros é classificado pelo estaleiro como o maior trimarã do mundo.
Iate conceitual é capaz de carregar até um McLaren com conforto (Foto: Divulgação)Iate conceitual é capaz de carregar até um McLaren com conforto (Foto: Divulgação)
Trimarã é a classificação que se dá às embarcações organizadas em três cascos, como é o caso do CXL. O nome McLaren não é apenas uma ostentação do iate com sua garagem anexa. O projeto da embarcação prevê o uso de fibra de carbono desenvolvida pela McLaren Applied Technologies, que usa todo o conhecimento técnico das pistas de Fórmula 1 para produzir o composto.
Os cascos laterais são retráteis, o que é importante numa embarcação que se classifica como iate e que, portanto, terá de ser manobrável em marinas e espaços mais apertados. Quanto estendidos, os três cascos darão ao CXL uma largura de 22 metros (quase metade dos 45 de comprimento) e, quando recolhidos, fazem do CXL um iate de 11 metros de largura, dimensão muito mais cômoda para atracar nas marinas do mundo.
No CXL não é só o carro que viaja com conforto (Foto: Divulgação)No CXL não é só o carro que viaja com conforto (Foto: Divulgação)
A opção por três cascos é uma configuração menos comum, mas garante ao barco uma estabilidade muito maior do que um iate convencional de mesmas proporções e casco único. A ideia da estabilidade aprimorada é facilitar a vida dos mais aventureiros em alto mar.

Harry Manko, sempre com filmes sensacionais e gozadíssimos!

Um vídeo de compilações da Volvo Ocean Race, a volta ao mundo.

Os nós mais usados no mundo náutico, uma vídeo aula, aprenda para não chamar cabo de corda!