24/10/2012

Vela capixaba em 2012, o resumo do ópera.






Prezados amigos , nautas e amantes da vela de plantão, segue um resumito do ano de 2012, confesso que para escrever todo o relato da regata vai demorar um pouco, pois tem muita coisa para falar, enquanto isto vamos publicando o que for escrevendo aos poucos, como por exemplo este pequeno artigo sobre o ano de 2012 e as regatas que os capixabas participaram , em especial a galera do Phantom , que apesar de não ter tido bons resultados nas provas que participou tem motivos de sobra para comemorar este ano maravilhoso, com um saldo de muitas milhas, muitos amigos, alguns portos antes desconhecidos e um sonho realizado. Então chega de jeb jeb e vamos lá!

Um ano para se lembrar
Novembro vem batendo aí na porta e estamos chegando ao final de mais um ano, um ciclo maravilhoso que se fecha.
Foram 12 meses marcantes para a vela de oceano no ICES, que deixará como saldo uma atividade de velejadores e barcos do ICES Brasil afora,nunca antes vista nos anais da historia do nosso querido clube da Praia do Canto, um ano de grande atividade na classe.
E para mim novembro terá um sabor mais que especial, pois fará um ano que deixei de fumar, me libertando de uma escravidão de muitos anos.
O sweepstake começou em novembro último com a participação do veleiro Thalassa( comdte Ennio Modenesi) na regata internacional de veleiros clássicos de Búzios, e deu seguimento já em abril  deste ano quando o Phantom Of The Opera( Comdte Fabiano Porto), juntamente com o” irmão menor:” o Flying Phantom( Comdte Renato Avelar) e o Azurro( Comdte Luciano Secchin) foram correr a International Buzios Sailing Week.
Jantar da Refeno no Cabanga.
No mês de agosto, foi a  vez dos veleiros Phantom Of The Opera( Comdte Renato Avelar) , Shark II( Cmdte Marcos Almeida) , e Plâncton ( Comdte Marcelo Montanhese de Salvador mas que teve uma tripulação 90% capixaba, Com Wender de Paula , Luiz Henrique Abaurre e F.Falcão), participarem da maior regata em número de barcos no Brasil: A regata Aratu Maragojipe em Salvador, com nada menos que 184 barcos alinhados na largada, um show de regata, talvez a maior regata festiva das Américas, que reúne desde os barcos de fibra de carbono aos centenários saveiros de vela de içar.
O velame preto na área, aqui acima e abaixo

Pièce de résistance
 
O ano alto astral fecha o grand slam com a  participação de dois escretes capixabas  na maior regata em águas azuis do país : A legendária Regata Internacional Recife  Fernando de Noronha, com um percurso 293 milhas que contou a participação da bela nave “Madame”( cmdte Ricardo Muller) e novamente do Phantom Of The Opera( cmdte Renato Avelar), barco que em pouco mais de 3 anos já acumula quase 10 mil milhas navegadas pelo Brasil somente para participar de regatas.
A cereja do bolo de todos estes eventos foi a Refeno, como é chamada a regata Recife Noronha, que com quase 300 milhas é muito mais que uma regatinha entre bóias. É um desafio de endurançe.
Fazendo uma analogia com o automobilismo as regatas barla sota seriam  uma prova em Interlagos, e a Refeno um Rali dos sertões, e somente o fato de completar a prova e chegar inteiro já é uma vitória.
A regata.
O cabanga se veste de Refeno!


Largada


Portinho, os fióte descansam.

Vista do portinho, a choupana foi onde foi a premiação

Marinha do Brasil, apoio 100%.

Kan Chuh e Marcão.

Baía dos Golfinhos

Premiação em Noronha, muito legal!

Reunião de comandantes, 3 horas de palestra.

Praia do Leão

Praia do Sancho

Pre largada no Cabanga


Tripulação a postos para largar.

Dicas do Fernando Sodré, que fez 6 vezes a regata.


Abastecimento no Cabanga

Barcos no portinho, por outro ponto de vista, da praia do meio.


“Após a largada no marco zero do recife Antigo as embarcações logo saíram da proteção do mole do porto , e deram de cara com um mar grande e muito  desencontrado, com ventos de 15 a 18 nós, o que causou um enorme mal estar no velejadores.
Tudo ensopado a bordo
Nestas condições um barco pequeno como o Phantom , com apenas 31 pés, sacolejou como uma batedeira, trazendo grande mal estar a todos a bordo, fazendo com que o estoque de vonal ( anti enjôo sabiamente indicado pelo amigo Dr. Carlos Moschem) tivesse uma vazão acima do normal.

Tivemos alguns  problemas além das condições de mar e vento:
-O piloto automático pifou, ( que na verdade não é um problema , e sim falta de uma garantia a bordo) e para piorar um pequeno problema na vedação gaiuta de proa fez com que entrasse muita água a bordo, parecia uma cachoeira a cada onda que o barco atravessava, molhando tudo dentro do barco.

O bacalhau ao Zé do Pipo preparado com tanto carinho por Marcelo Gama ficou praticamente intocado, pois comer nestas condições é bem difícil, tal como dormir, ir ao banheiro, e até mesmo se deslocar no barco adernado e outras nuances da vida a bordo que muitas vezes quem está em terra nem imagina a dificuldade que é .
Cena triste de ver.
Mesmo para velejadores experientes, as condições estavam bem desagradáveis, nesta primeira metade da regata dois barcos de grande porte tiveram seus mastros quebrados: o trimarã “Jaú”, e VB 42 “Entre Pólos”, devido a uma fadiga que rompeu com o sacolejar.
Noite sem lua e um céu mega estrelado acompanharam os capixabas na velejada “non stop” de través e em bordo único de Recife a Fernando de Noronha. No segundo dia da regata as condições de mar melhoraram bastante e a velejada deixou de ser um inferno astral e passamos a curtir mais a regata,  chegando à ilha o vento voltou a roncar com grande intensidade e cruzamos a linha após exatas 48 horas de regata, abrindo um belo champanhe para comemorar a realização deste sonho dos 5 tripulantes a bordo( Renato Avelar, Macintyre, Marcelo Gama, Léo Oliveira e Marcos Albuquerque).
Um susto daqueles.
Nós passamos um grande susto em já atracados e em terra firme.
 Ao chegarmos à ilha, como o barco estava inabitável com tudo molhado e nós completamente  exaustos depois de velejar 293 milhas , em 48 horas sem parar, dormindo molhados e  em turnos de 3 em 3 horas e   comendo mal,  resolvemos ir para uma pousada descansar.
Deixamos o barco no “portinho”, onde estavam atracados todos os barcos da regata.O Phantom estava bem ferrado: com 12 metros de corrente, e bastante cabo, todavia durante a madrugada com o mar e vento  sem dar refresco, o barco ficou zanzando no ferro e desgarrou rumo ás pedras.
Graças a Deus  foi salvo por velejadores de Salvador que estavma atentos a movimentação dos barcos naquele mar mexido, e que gentilmente e solidariamente o “seguraram” e em seguida mergulharam os  12 metros até o fundo para encaixar a âncora em segurança numa pedra.
Pela manhã fomos contatados pela organização e partimos como um foguete para  ver o barco e o que tinha acontecido. Chegando lá tudo ok, graças a ajuda dos amigos anônimos de Salvador,( que tivemos a oportunidade de conhecer dias depois) .
A tranqüilidade da tripulação e a segurança do Phantom foi selada  com a ajuda do nosso amigo Rodrigo Stephan( Manchinha) que participou da regata no “Madame” e que mergulhou novamente os 12 metros e colocou mais uma ancora de garantia para o Phantom.
Resumo “do” ópera:
A organização da regata foi impecável, teve um  excelente apoio da Marinha do Brasil,  num percurso maravilhoso, rumo a uma ilha de sonho e dentro de um ambiente  mais camarada e cavalheiresco possível.
 É isto que nos move.
Parafraseando Rodrigo Haje( Magoo): “ A gente chega cansado, molhado, todo esbagaçado, sem dormir nem comer direito, cheio de roxo nas canelas, torrado de sol e doido para começar tudo de novo!
Bons ventos a todos ano que vem tem mais causo para contar, se Eólo e Netuno nos permitirem!!

22/10/2012

Foguete a vela chegando a 53 nós, This is Sailrocket.

21/10/2012

New Americas Cup , acidente marca treino do BMW Oracle

Estes barcos são de fato perigosíssimos, principalmente no toco de vento de San Francisco, veja o resultado do treino debaixo de 25 nós:
-U m barco de 8 milhões de dólares despedaçado após embicar e virar, colocando seus tripulantes numa altura de um prédio de 7 andares, e em seguida sendo arrastado por quase 70 milhas onde terminou despedaçado.
 Podem ter certeza que vem mais capotagem por aí, o show de horrores está só começando,e que voltem os monocascos e suas magníficas regatas táticas e técnicas! 
O que é bom sempre volta, vamos aguardar.
 Nada contra os Multi, mas a AC nos monocascos era outra coisa, este evento deveria ser feito a parte, e mantendo-se a tradição a Américas Cup voltar a ser o que era.
Seguem fotos, e o vídeo da capotagem.



 Foto: © Guilain GRENIER / ORACLE TEAM USA

20/10/2012

Bulbos em Veleiros, por Lucky( Luciano Secchin) o Luckypédia.

Avelar,

Interessante o artigo sobre bulbo em veleiro. 
Na verdade isso já foi tentado!!!
Sparkman e Stephens fez testes em tanques na decada de 60 e nao aprovou o resultado.
O Elvstrom, depois de longos e caros testes em tanques na Dinamarca, desenhou um 12 metros com bulbo que nao foi construido. 
Ele aproveitou os planos para um 6 metros, que tinha uma performance muito ruim. O barco era um foguete na empopada mas uma lesma no contravento
Ainda assim ele usou o bulbo no Elvstrom 38, um motorsailer produzido na decada de 70. (foto em anexo)

Nem sempre o que se mostra eficiente no tanqyue de provas eh bom na realidade.
Um classico é o 12 M mariner, mencionado no Sailing Anarchy essa semana, projetado pelo Britton Chance.
Ao ver a popa bizarra (foto P&B em anexo), com uma secao quadrada, Ted Turner não se conteve:
 - Britt, até um tolete de m* é afinado nas pontas!!!


Não deu outra, o barco era uma m* de lerdo!

Refeno 2012, o relato da aventura.

Prezados amigos nautas e amantes da vela de plantão,

Antes de qualquer coisa:

Não poderia deixar de dizer que a organização da 24ª REFENO - Regata Internacional Recife Fernando de Noronha, pelo Cabanga Iate Clube, foi impecável.
Parabéns a Suely , ao Marcos, ao Junior, ao comandante Dario da MB e todos aqueles que fizeram este evento ser uma experiência inesquecível e perfeita em todos os detalhes, sem ressalvas!! Parabéns e muito obrigado pela acolhida.

Vamos a prosa:

Ontem as 17 horas deixamos a ilha das maravilhas no vôo da trip com escala em Recife e conexão em BH , com destino a nossa queridíssima Teresina do Sudeste:
-Vitória. Onde chegamos ao conforto do lar as dez e meia da noite .

Tourlines , Locamaxx, e ICES prestigiam a nave!
Depois de nove dias fora de casa é hora de dar atenção a família e recuperar o corpo de tanta festa, tanta comilança e do desgaste da regata, agora vamos voltar ao dia a dia, mas não sem um novo objetivo a traçar, e uma nova regata a pensar na frente, e para 2013 teremos mais novidades do escrete fantasma nas águas tupiniquins.

Com esta regata, fechamos um ciclo, que começou em 2009 durante  a semana de Búzios ainda com o Sir Wallace, e já com a participação do Phantom Of Opera no circuito Rio no mesmo ano, em 2010 participando da semana de Buzios, ilhabela, Santos Rio, e Circuito Rio novamente
Em  2011: Semana de Búzios e  Ilhabela, e finalmente em 2012 .
Neste ano nós mais uma vez começamos a temporada em  Búzios, e depois mudamos radicalmente o bordo para o nordeste no segundo semestre correndo a Aratu Maragogipe em Salvador, e a Refeno, que junto com a Santos Rio foi nosso maior desafio até então.

Um histórico que irá completar quase 10 mil milhas navegadas em nosso GPS de bordo , uma marca inédita na vela do nosso estado, e que talvez sejam poucos os barcos do Brasil que velejaram tantas milhas em tão pouco tempo.

Participantes de vários países comparecem ao macht.
O maior resultado desta jornada, não foram as colocações ou pódiums nos eventos, mas como não poderia deixar de ser  foi a grande experiência que acumulamos navegando tantas e tantas milhas e , e participando de tantos eventos em tantos portos diferentes, de Florianópolis a Fernando de Noronha( 11 eventos), as coisas que aprendemos, as nuances de cada prova, passando por portos e clubes diferentes onde conhecemos pessoas que tanto nos ensinaram coisas neste caminho,em terra e na água.
Como disse o Bersan , lá do ICES, um futuro ex lancheiro:
-"O negócio bom mesmo é ter a asa grande e voar longe."


Sem mais delongas ou Jeb Jebs, a pauta é gigantesca e é claro que teremos uma mega big matéria, com filmagens, fotos, e aquele texto que preparamos com tanto carinho para os amigos leitores da revista, e irei fazer com requintes de capricho durante a semana , com toda calma que o assunto requer, além do que estou com problemas no computador em minha casa, e não consigo baixar as fotos e filmagens, e ainda precisaremos reunir a tripulação para trocarmos as fotos da regata, e enriquecermos ainda mais o relato.

Para dar uma pinceladinha falaremos aqui abaixo dos assuntos que abordaremos, e desta vez faremos em capítulos, com tudo separadinho e ao longo do tempo, vai ser mais ou menos assim, talvez não nessessariamanente desta ordem exata, sem pressa e escrevendo quando der tempo :

Chpater one: Tudo que foi feito para se possbilitar alinhar o barco na linha de partida : os preparativos, a tripulação, o barco, o transporte, a faina etc.

 Chapter Two: Os dias pré regata na Cabanga

Chapter Three:A travessia, ou a regata em si,  conclusões e análises( post mortem)

Chapter Four: Chegando na ilha , um lugar diferente em tudo. Como é Noronha, como é sua gente, curiosidades, passeios pela ilha etc.

Kan Chuh e Marcão no Vmax 5.

Chapter Five:  O circo da Refeno em terra.

 Chapter Six: A experiência da magnífica velejada a convite do Kan Chuh no seu mini transat

Chapter Seven: Planos, dicas para quem sairá para velejar por aí em regatas e passeios e conclusões finais.

Epilogue: O lado B .

Fiquem com umas imagens de tira gosto e em passem aqui de vez em quando para dar uma espiada. Estaremos publicando os links no facebook, twiter , youtube e através do mailing da revista Avelok.

Um beijo e um queijo!! bons ventos a todos!!



No Cabanga

E obrigado pela visita! se gostou conta para seus amigos, pois uma propaganda boca em boca vale mais que mil tuítadas!!

10/10/2012

Movimento contra a cartolagem no esporte.

Recuar, jamais!

Esta é posição do movimento Atletas pela Cidadania diante a um eventual recuo do Ministério do Esporte na posição de condicionar investimentos públicos para as confederações com um dispositivo que limite os mandatos dos coronéis do esporte.

Seria a hora de fincarmos a bandeira por um modelo de gestão esportiva mais democrática, plural e transparente.

As entidades, no caso Olímpico e Paralímpico, vivem e se abastecem de investimentos majoritariamente públicos. Nada mais natural e democrático que nossos dirigentes tenham noção de transitoriedade. Seria uma grande contribuição do Ministro Aldo Rebelo para o futuro do esporte brasileiro.

Usar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 como reféns, do “não se pode acabar agora com um trabalho encaminhado para estes eventos globais”, não serve!

Os bons presidentes de confederações poderão terminar seus mandatos, e se forem bons, serão capazes de eleger um sucessor. Outros que se perpetuam por décadas perceberão a necessidade de separar o público do privado. Separar o pessoal do institucional. O esporte é de todos. É este novo modelo de governança que a sociedade anseia.

Devemos seguir o exemplo a partir da cúpula do esporte, o Comitê Olímpico Internacional, que por iniciativa de seu presidente, o velejador Jacques Rogge, alterou o estatuto do COI permitindo apenas uma reeleição, já a partir de seu próprio mandato.

No Brasil, algumas entidades esportivas adotaram espontaneamente este conceito, como o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Não queremos cartolas, queremos gestores e que sejam profissionalizados.

Queremos que atletas, treinadores e árbitros tenham direito ao voto.

O lobby das confederações poderá atropelar este movimento pela democracia no esporte. Podemos até perder esta batalha, mas ganharemos a guerra, por que a causa é certa. Defender a tirania da cartolagem, é indefensável.

Esperar por 2017, seria incorrer num equívoco histórico.

Lars Schmidt Grael

09/10/2012

Por que não colocar um bulbo na proa de um veleiro?



 O bulbo proporciona maior flutuabilidade...

E já é usado nos modelos de escala! O Cláudio enxergou além!
Matéria enviada pelo leitor Cláudio Alexandre Macauchar.

BULBO NO VELEIRO

                Porque a industria esportiva às vezes anda atrasada ,ou,no mínimo,em descompasso c/ a industria comercial e a pesquisa. ja havia barcos de proa reta na 2a guerra , a maioria das lanchas é de popa larga , e no entanto os dois conceitos foram adotados nos veleiros um tanto recentemente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        "Quando a asa delta foi inventada , os jatos ja existiam , a industria ja dominava o perfil aerodinâmico da asa , e no entanto ,as primeiras se pareciam c/ um paraquedas ,depois apareceram as de pano simples ,e muito depois as de pano duplo .Era só o pioneiro ter imitado o perfil fielmente  , e pronto , quanto tempo poupado. 
              Será acomodação , ou medo de inovar , afinal de contas o preconceito em relação às mudanças em nosso ramo são grandes e os exemplos são muitos. há uns oito anos um comandante la do clube naval , alterou a proa de um pomar 26 , colocou ela retinha . Realizou um bonito trabalho em fibra , o barco ficou bem interessante (não sei se foi um trabalho de qualidade ) ,foi um corre corre , todo mundo falando mas acho q c/ uma pontinha de inveja. Quando eu retirei a roda de leme do meu main 35 , outro corre corre , todo mundo falando .Diziam q/ a roda era chique e q/ ia ficar pesado p/ manejar  c/ a cana . Se esquecem de /barco bem regulado anda sozinho. Quando uma pessoa se dispoe a gastar um bom dinheiro construindo um barco de projeto antigo pq/ considera seguro, então nem se fala!

                     Sempre gostei da idéia de barco c/ muito pano , mas muita gente vem e diz q/ o projeto não e este ,etc,etc , q/ o projetista isso e aquilo , ai eu respondo q/ é melhor ter pano demais e rizar no vento forte do q/ ter pano de menos e velejar de ré na boca da barra aqui no Rio.  E q/ projetista Tb erra . 
                        Ficava imaginando como seria colocar uma meia asa delta no lugar do grande , seria uma vela talada c/ pano duplo , mas teria q/ ter uma p/ cada bordo , ai surgiu um catamarã c/ a tal vela,só q/ rígida , mas q/ mudava o shape. Andou muito ,não sei se alguém viu competindo c/ um trimarã . Apareceu no mercado?  
                               Descobri , então, q/ não se pode trocar esse tipo de idéia c/ qualquer um                                                         Afinal , este artigo foi escrito a convite do comandante Renato , quando eu lhe fiz uma pergunta : Porque ainda não puseram um bulbo na proa de um veleiro? ."

08/10/2012

Projeto "Novo Cidadão", Cabo Frio, Rio de Janeiro



O Barco 3 em um .Simulador de remo ,barco de apoio com motor de popa e futuramente à vela .Todos projetados e feitos pelos alunos deste projeto "Novo Cidadão".
Uma iniciativa do Fabio Colichio!

07/10/2012

Film du record de la Traversée de la Méditerranée en Catamaran de sport


Lars & Kennedy.

Hoje cedo dando um bordinho no blog do Lars, me encantei com o texto que faz sua apresentação, compartilho com os amantes da vela:

Todos nós temos em nossas veias o mesmo exato percentual de sal em nosso sangue, que existe no oceano, e, portanto, temos sal no nosso sangue, nosso suor e em nossas lágrimas. Estamos ligados ao oceano. E quando voltamos para o mar, seja para velejar ou para assistí-lo estamos voltando de onde viemos."

Autor: 1962 por John F. Kennedy para competidores da América's Cup

Arpex, by Peter Mirrow

Peter Mirrow, by himself:

"Amateur boatbuilder, based in Rio de Janeiro/Brasil. Besides having a special crush for the sea and all that relates to it, I love arts and creative thinking. ARPEX is the name of my project, and it will be the name of the boat, once finished. Click on the ARPEX marker to know more about it."

As fotos abaixo nós pegamos emprestado na pagina do facebook de Peter; O barco está ficando uma obra prima, pelo que observamos na riqueza dos detalhes .

Um trabalho sério, e acertado em minúcias, esta é a impressão que temos ao ver a evolução da construção do Arpex. O acervo fotográfico que relata o processo construtivo é completo, e retrata o passo a passo.

Vale uma visita ao blog do saxão carioca e se encantar com o Arpex e com sua visão do mundo náutico, seus links, e  vídeos como este abaixo,Avelok recomenda: acesse e boa viagem!
www.arpex.blogspot.com



As fotos a seguir retratam alguns aspectos da construção do Arpex.














04/10/2012

Regata Recife Fernando de Noronha.

Informações minuto a minuto aqui:
http://g1.globo.com/platb/pe-viver-noronha/tag/regata-recife-noronha/

Prezados amigos nautas e amantes da vela de plantão, a sensacional e tradicional regata Refeno está em contagem regressiva, a largada é dia 13 de outubro, e nós estaremos lá para participar e fazer uma mega cobertura deste evento magnífico da vela Brasileira e mundial, por que não?

Este ano participamos da semana de Búzios, estreamos na Aratu Maragogipe e iremos debutar também na Refeno, acho que é um rito de passagem , uma ruptura com um tempo e o começo de outro, com asas maiores, e objetivos mais amplos.

Mas o jeb jeb fica para outra hora, vamos falar um pouco do projeto e do escrete fantasma:
O  percurso de recife a Noronha tem 293 milhas e será percorrido por 120 embarcações, dentre elas o nosso Phantom  Of The Opera, patrocinado pela a Locamaxx Netimóveis e a Tourlines Operadora de Turismo, levando a bordo 5 almas cristãs:
Capixaba nascido em Belo Horizonte: Renato Simões Pimentel Avelar , corretor de imóveis, 43 anos.
Marcos Vaneti Prado Albuquerque,  Paulista  Italiano redicado em Vitória desde 1995, ortodontista 46 anos.
Um Carioca Irlandês "pau pereira ahê mermão!!": Antônio José Stokcler Lafayette Macinture, ou somente Mac , 54 anos, diretor da   SHV.
Dois capixabas da gema:
Um nascido literalmente dentro do clube e onde mora até hojen a chácara dos Oliveira, numa residência  centenária, que fica anexa ao clube  : Leonardo Theodoro de Oliveira, ou somente  Léo, técnico em radiologia, 37 anos.
O outro que é cidadão do mundo pois vive viajando graças ao trabalho:  empresário do ramo do turismo e co-proprietário do barco:  Marcelo Pereira Nogueira da  Gama,  Tourlines 42 anos.
Neste momento , nosso barco está a caminho de Recife, sob o comando do Jens Olfeldt, nosso amigo e Skipper internacional, que viaja acompanhado de um marinheiro ajundante contratado.
O Jens sempre está cuidando do transporte de nosso barco para as regatas( de todas que corremos , sempre ele leva a nave, nota mil para este Urugayo-Dinamarquês criado em Vitória), e deverá chegar lá sexta ou talvez até quinta feira. Depois de ter tentado sair por duas vezes e voltado prudentemente a Salvador devido as más condições de navegação e o porradeiro da semana passada.
 Prudência, barlavento e caldo de galinha nunca é demais, como diz o Mac!
Assim ele poupou o barco, para desgosto do novo amigo Gildo que saiu de curitiba, indicado pelo Ricardo Henrique Dias, somente para fazer esta pernada até Recife e ganhar mais experiência para um projeto de sair mundo a fora que se inicia.
.

A turma começa a embarcar para recife amanhã, sendo o Léo o primeiro a chegar, pois está de férias e vai acertar as coisas pré regata, e a vistoria da marinha para ajudar a gente, e na semana que vem , na quarta feira todos já estarão reunidos para um chope no Cabanga.
Do Espírito Santo também participará o barco Madame , Jeanneau 40,9 do comandante e pratico Ricardo Muller, que conta com tripulantes do naipe de Péricles Martini e Rodrigo Stephan,que certamente vai dar muito trabalho aos concorrentes!

Estamos bem ansiosos com a regata, afinal é um sonho a ser realizado para todos nós, pois ninguém da tripulação jamais participou da regata, eu sequer nunca fui a Noronha.
Eu e o Léo já corremos a Vitória Tridade, e o Marcelo correu comigo a Santos Rio 2010, mas Refeno é Refeno!
Mac e Avelok celebram a vida em ilhabela! Always!

Breve iremos disponibilizar aqui no avelok, o nosso link do spot, para a galera acompanhar on line nossa rota.
Temos um bom histórico em regatas de longo curso, e o barco está bem preparado para o match, mas infelizmente dado a distância e o longo tempo que o barco está fora de casa, não tivemos tempo de treinar bastante. De toda forma a tripulação se conhece e já velejou junto em 2 semana de ilhabela e 3 Buzios Sailing Week, e 2 circuitos rio, assim sendo a estratégia não tem como ser outra senão:
Preparar, fogo, apontar!!
E vamos velejando... e vivendo e curtindo e um pouco competindo também!
Dr. Marcos de boné branco, eo  Léo logo atrás de boné preto e tênis branco, serão respectivamente o secretário e o proeiro da nave, na foto feira em Ilhabela vemos também Luckipédia e Julinho. Dias inesquecíveis na ilha!


Uma curiosidade, o Marcelo durante a regata Santos Rio, debaixo de um contra vento pauleira, com mar virado e muito frio, criou a expressão "cozinheiro de contra vento", ao preparar um magnífico bacalhau desfiado , com direito a gratinar e tudo mais, nas condições  mais difíceis de navegação. Ele sentou no chão do barco, se apoiou, e ali ficou horas preparando o bacalhau, cortando alho, cebola, etc, e depois, amarrado no cinto preparou a cucção, e ainda teve direito a Bruschetas com parma e tomate fresco, e a bordo nenhum pacote de miojo, feijoada em lata etc. nada destas coisas, tudo foi cozinhado com esmero.
Vídeo da Santos Rio.( vídeo resumido da regata logo aqui abaixo)

O Marcos do Brasília 32 Grug( grêmio reunido unido da gastronomia), que estava na regata participando como solitário( ele vai cozinhando as maiores iguarias no caminho , depois publica para deixar todos babando!!),  nos encontrou no mercado fazendo compras e prestou elogios ao farnel!
Vindo de quem , um motivo de orgulho para nosso time.
Uma colocação relevante é importante, mas não fundamental, o fundamental é aproveitar cada segundo, e isto meus caros, já estamos fazendo desde já!
Bons ventos a todos e fiquem ligados acompanhando a regata!

Harry Manko, sempre com filmes sensacionais e gozadíssimos!

Um vídeo de compilações da Volvo Ocean Race, a volta ao mundo.

Os nós mais usados no mundo náutico, uma vídeo aula, aprenda para não chamar cabo de corda!